Eu agora vou
falar
Do que me
aconteceu,
Essa
história é real,
Quem vivei
ela fui eu.
Acredite
quem quiser,
Mas eu digo:
tenham fé,
Esse caso ocorreu.
Todo dia ao
chegar,
No meu canto
vou pensar,
Penso bem
sobre o dia,
No que posso
melhorar,
E com essa
melhoria
E construo
moradia
Pra ideia
repousar.
Quando um
dia eu cheguei
Muito triste
por demais,
Só queria me
isolar,
E deixar
tudo pra trás,
Procurei
logo meu quarto
Meu lugar de
desabafo
Onde
enfrento temporais.
Quando o
sono me bateu,
Bem cansado fui
deitar,
Não queria
refletir,
Nem a mente
trabalhar,
Meu descanso
garanti
Sem ninguém
pra impedir
E meu sono
incomodar.
Quando pude
me deitar
Abraçado lá
eu fui,
Dominado eu
fiquei,
Não estava
acesa a luz
Pra que eu
pudesse ver
O que tava a
me envolver.
Eu clamei
foi por Jesus!
Foi quando
fui levado
Pra um lugar
distante.
Voando eu
estava
Em braços
flutuantes.
E quando eu viajava
Em meio à
jornada,
Vi raios
fumegantes.
Os braços me
deixaram
Em cima de
um monte,
E fui
abandonado,
Só via o
horizonte.
Fiquei ali
sentado
Olhando pra
o lado
Mas tudo se
esconde.
Quando olhei
pra frente
E vi
tamanhos raios
Brilhando na
cidade
Naquele mês
de maio,
Somando eram
vários,
Tão grandes esses
raios
Que quase
que desmaio!
Por meio
dessas luzes
Eu vi a
humanidade,
A terra que
vivia
Com grande
claridade,
E tudo que
eu via
Naquele
grande dia
Trazia
liberdade.
Uma daquelas
luzes
Formava uma
criança,
Com um
sorriso puro
Minh`alma
ela alcança.
E além desse
menino,
Pequeno e
genuíno,
Eu vi a
esperança.
A outra
luminária
Formava a
natureza,
Eu vi
plantas frondosas
E toda a
beleza
Que eu não
percebia
Como naquele
dia
Com toda a clareza.
E assim uma
terceira,
Chegou à
minha frente
Em forma de
oceano,
E encheu a
minha mente
Com a sua riqueza
Limpando a pobreza
Outrora
residente.
Avançando outra
luz,
Dirigiu-se
até mim,
E a sua
afeição
Vem coberta
de cetim,
Como rosto
de mulher
Muito linda
ela é
Revelada
para mim:
Pedra
diamantina
Com um
brilho sem igual,
Um simples
objeto,
E eu via
como tal,
Mas aquela
grande luz
Me mostrou o
que produz
Seu brilho
fenomenal.
Vejo outra
claridade,
Ela veio sobre
mim,
Segurou em
minha mão,
Em seguida
disse assim:
Essa mão eu
quero ver
As histórias
escrever
Como céu que
não tem fim.
E durante
toda noite,
Muitas coisas
avistei,
Na medida em
que via,
Via tudo de
uma vez,
Tudo aquilo
da visão
Penetrou meu
coração:
Uma luz ali
se fez.
Em seguida um
fulgor
Me levou
para meu lar,
Com seus
braços sobre mim
Começou a
retornar,
Eu gritei: qual
seu nome?
Pois agora
sinto fome!
Como posso
saciar?
Esses braços
que chamei
Repousaram
sobre mim,
Temeroso eu
fiquei,
Quando ouvi
dizendo assim:
Tudo isso te
mostrei,
Tais belezas
revelei
E pergunta
sobre mim?
Eu peguei na
sua mão,
E Mostrei a
maravilha
De vê
nalguma coisa
Além do que
se via.
Prazer estar
contigo,
Eu sou seu
grande amigo
E me chamo
poesia!
O poema me
escolheu,
Libertou meu
coração,
Sua prisão
me envolveu:
Ela traz
libertação.
Me fez ver
muito além:
O encanto
que se tem
Muito além
duma visão.
E assim
fiquei ali,
Inspirado eu
fiquei,
Lá na mesa
do meu quarto
A caneta eu
peguei,
Escrevi esse
cordel
Num pedaço
de papel:
E a forme
saciei.
(Morais
Filho)
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