sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nos Braços da Liberdade


Eu agora vou falar
Do que me aconteceu,
Essa história é real,
Quem vivei ela fui eu.
Acredite quem quiser,
Mas eu digo: tenham fé,
Esse caso ocorreu.

Todo dia ao chegar,
No meu canto vou pensar,
Penso bem sobre o dia,
No que posso melhorar,
E com essa melhoria
E construo moradia
Pra ideia repousar.

Quando um dia eu cheguei
Muito triste por demais,
Só queria me isolar,
E deixar tudo pra trás,
Procurei logo meu quarto
Meu lugar de desabafo
Onde enfrento temporais.

Quando o sono me bateu,
Bem cansado fui deitar,
Não queria refletir,
Nem a mente trabalhar,
Meu descanso garanti
Sem ninguém pra impedir
E meu sono incomodar.

Quando pude me deitar
Abraçado lá eu fui,
Dominado eu fiquei,
Não estava acesa a luz
Pra que eu pudesse ver
O que tava a me envolver.
Eu clamei foi por Jesus!

Foi quando fui levado
Pra um lugar distante.
Voando eu estava
Em braços flutuantes.
E quando eu viajava
Em meio à jornada,
Vi raios fumegantes.

Os braços me deixaram
Em cima de um monte,
E fui abandonado,
Só via o horizonte.
Fiquei ali sentado
Olhando pra o lado
Mas tudo se esconde.

Quando olhei pra frente
E vi tamanhos raios
Brilhando na cidade
Naquele mês de maio,
Somando eram vários,
Tão grandes esses raios
Que quase que desmaio!

Por meio dessas luzes
Eu vi a humanidade,
A terra que vivia
Com grande claridade,
E tudo que eu via
Naquele grande dia
Trazia liberdade.

Uma daquelas luzes
Formava uma criança,
Com um sorriso puro
Minh`alma ela alcança.
E além desse menino,
Pequeno e genuíno,
Eu vi a esperança.

A outra luminária
Formava a natureza,
Eu vi plantas frondosas
E toda a beleza
Que eu não percebia
Como naquele dia
Com toda a clareza.

E assim uma terceira,
Chegou à minha frente
Em forma de oceano,
E encheu a minha mente
Com a sua riqueza
Limpando a pobreza
Outrora residente.


Avançando outra luz,
Dirigiu-se até mim,
E a sua afeição
Vem coberta de cetim,
Como rosto de mulher
Muito linda ela é
Revelada para mim:

Pedra diamantina
Com um brilho sem igual,
Um simples objeto,
E eu via como tal,
Mas aquela grande luz
Me mostrou o que produz
Seu brilho fenomenal.

Vejo outra claridade,
Ela veio sobre mim,
Segurou em minha mão,
Em seguida disse assim:
Essa mão eu quero ver
As histórias escrever
Como céu que não tem fim.

E durante toda noite,
Muitas coisas avistei,
Na medida em que via,
Via tudo de uma vez,
Tudo aquilo da visão
Penetrou meu coração:
Uma luz ali se fez.

Em seguida um fulgor
Me levou para meu lar,
Com seus braços sobre mim
Começou a retornar,
Eu gritei: qual seu nome?
Pois agora sinto fome!
Como posso saciar?

Esses braços que chamei
Repousaram sobre mim,
Temeroso eu fiquei,
Quando ouvi dizendo assim:
Tudo isso te mostrei,
Tais belezas revelei
E pergunta sobre mim?


Eu peguei na sua mão,
E Mostrei a maravilha
De vê nalguma coisa
Além do que se via.
Prazer estar contigo,
Eu sou seu grande amigo
E me chamo poesia!

O poema me escolheu,
Libertou meu coração,
Sua prisão me envolveu:
Ela traz libertação.
Me fez ver muito além:
O encanto que se tem
Muito além duma visão.

E assim fiquei ali,
Inspirado eu fiquei,
Lá na mesa do meu quarto
A caneta eu peguei,
Escrevi esse cordel
Num pedaço de papel:
E a forme saciei.
(Morais Filho)

Nenhum comentário:

Postar um comentário