“O meu canto
era tão somente meu.
Era tão
somente pequeno.
O conhecer
de mundo, se resumia a mim pelos pés
Do vento que
circulava somente em meu canto,
Eu respirava
apenas o mundo que estava ao alcance dele.
Singelo ele
era.
Sem nada
além do natural finito.
Mas lá eu
choro e...
Já não sabia
por um lado qual o sentido de mundo.
Meu coração
não compreendia mais o que seria espaço e tempo.
Somente Você
abriu uma janela em meu canto
E fez entrar
novos ventos que me arrebataram pra fora.
O mundo
agora é tão grande e o tempo um desafio.
Um desafio
ele é, quando revelado o nosso derradeiro encontro.
Como meu
canto cresceu!
Regido por Você
agora é.
Mas sempre
torna a ser pequeno
Quando longe
de Você estou,
Pois não há
sentido perceber a vastidão e não Te coroar com suas primícias.
A janela e
os novos ventos são reais
Tão somente
enquanto Você está à vista.
Não tomando
caso disso, meu mundo é só um canto sem imensidão,
Contudo, sua
Presença em mim, faz-me sentir à porta de onde não haverá choro.
O meu canto
será novo, e o tempo...
O tempo...
O tempo...
Fora
engolido pela eternidade ao Seu lado”.
(Morais
Filho)
Emocionante! Tão singela e leve a poesia.
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