Quadro de Braune Oliveira e Poesia (descaso) de Morais Filho
Hoje me
sinto mal,
Sinto-me,
não sei explicar.
Meus
sentimentos são subjetivos,
Meus
sentimentos são objetivos...
Dos
poderosos!
Como sofro!
Sou o alvo
quando peço,
Muitas vezes,
Sou o
gozo...
A isca que
engana muitos.
Que importa
o que sinto?
Alguém sabe
o que sinto?
Sou o cinto
de segurança
Que aguenta
o impacto
Das
necessidades vulcânicas deles...
Dos
poderosos!
Como sofro!
Ei, estou
com fome!
Olhem, vocês
disseram que carrego o futuro da nação!
Cuidem dele!
Já não se
lembram de mim,
O período
não é de colheita.
Sou semente
não regada,
Sou usada
nas madrugadas,
Sou fertilizante
pra suas posições - preferidas
O esterco
comercializado sou eu.
Sou a
sociedade?
Mas vocês
disseram que...
Ah! Desculpem-me,
faz tanto tempo...
Fiquei
doente de amnésia.
O tempo é
longo.
Na próxima
vocês dizem mais,
Enquanto isso
está à disposição
O
instrumento que torna no tempo oportuno
Aos anseios...
Dos
poderosos!
Como sofro!
Só recebo
pão, ele nunca está completo.
Meu corpo
vai explodir!
Meus
sentimentos... Vão desabrochar?
Porque vocês
me deram?
Dou-me
completamente, no mais íntimo.
Sou objeto
de “valor”, talvez nessa época,
Naquela, sou
descaso.
(Morais Filho)

Entrelaçar a arte da poesia ao desenho foi brilhante! Os artistas Morais e Braune estão de parabéns!
ResponderExcluirEsse trabalho de junta a poesia com a arte ficou de uma forma esplendida, excepcional. Você esta de parabéns continue assim.
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