Há muito tempo que
Em sua contradição,
O homem diz amar,
Mas não é de coração,
Ele fala, fala, fala
E só traz enganação.
Planeja armadilhas
Contra a oposição,
Tornando-se arquiteto
Do próprio alçapão.
É homem contra homem,
E só trás destruição.
Malfeitor na educação,
Sem cumprir os afazeres.
Com o mal no coração
Ele nega seus deveres.
É soberbo na ação:
Visa àquilo que é dele.
É na vida de avareza,
Que ensina aos seus filhos
Que os homens só não crescem
Sendo humildes e mesquinhos,
Humilhando as outras classes
Maltratando os pequeninos.
Não respeita o semelhante,
Que dirá os animais!
Fere toda a caatinga,
Os seus belos matagais,
Ele é o devorador
Das belezas naturais.
Basta olhar pra natureza,
Pra entender o que se passa.
Ele tanto que golpeia,
Que a deixa mais escassa,
Sua forma em que vive
Torna a terra mais devassa.
Não consegue contemplar
Nem se quer a grande luz,
A beleza desse sol,
Que irradia e produz
O calor que aquece o dia,
Que anima e que induz
O agricultor a trabalhar,
E sua família alimentar,
Com enxada, pá e adubo,
Sua terra vai lavrar,
Com o calo em suas mãos
E com lábios a cantar.
Os rios são poluídos,
Não consigo entender!
Que é esse próprio homem,
Que faz tudo escurecer!
Quando o dia está claro,
Mais parece o anoitecer.
Ele mostra devoção,
A igreja ele vai.
Pede ajuda e oração,
Pede bens materiais.
Com o mal em suas mãos,
Do pecado não desfaz.
Teve tempo de louvor,
De abundância e de paz,
Vivia perto de Deus
E dos belos animais,
Tinha tudo que queria
Na medida em que apraz.
Por ganância e vaidade,
É perito no que faz:
Contravir o que é bom,
Vive em guerra, nada mais.
Hoje está na posição
De um severo capataz.
Não entende o que é servir,
Ordenar é o que faz!
Com vontade ele pune,
Com avareza ele desfaz
O que é bom: a caridade.
Só destrói e não refaz.
Na morada do jardim
O pecado ele consente,
Mas quando questionado,
Pôs a culpa na serpente,
Tentando dessa forma,
Depurar a sua mente.
O pecado seduziu,
A mulher e o varão,
Todo homem que era bom,
Fez pra Deus rebelião,
Mas praquele que acredita,
Ainda há uma solução.
Embora maculado
Em seu próprio alçapão,
Sempre surge O Senhor,
Que estende sua mão,
Trazendo esperança
Pra sua situação.
Restaurar sua natureza,
Está dentro do refrão,
De uma bela melodia,
Feita numa aflição,
Numa grande agonia
Pra salvar a criação.
Oh Insensível homem!
Abra o seu coração,
Que embora atribulado,
Deus te dá a solução.
Veja esses novos versos,
Preste muita atenção:
Foi um dia de agonia,
O da crucificação.
E com muita ironia,
Lavaram as suas mãos
Contra um Homem que sofria
Por amor e rejeição!
Alguns só padeciam,
Outros não acreditavam,
Mas um grupo de fiéis,
Tranquilos ali ficaram.
O Templo se partia,
Um novo contemplavam.
Durante sua dor,
Rejeitado mais seria.
E ninguém imaginava:
Uma prosa acontecia,
Um ladrão que o clamava,
Em Seu Lar o recebia.
Esse homem lá na cruz,
Conseguira entender
Que foi pelo seu estado,
Que o Homem foi morrer
Humilhado numa cruz,
Pra com ele reviver.
De brinde para o homem,
Ele deu a sua Vida,
Trazendo esperança,
Uma nova Moradia,
A todos os perdidos
Para dar sua Alegria.
Seu semblante era triste:
Percebia a perdição.
Desejava que o povo
Assim como o ladrão,
Entregasse sua vida
Pra salvar a multidão.
O homem só persiste
Conviver com sua dor,
Mas Esse esmagado
Através do seu amor,
Ele dá uma nova Chance
Que foi Ele quem pagou.
Através desse Senhor,
Há sempre uma luz!
Há vida em abundância
Que o próprio Rei produz,
O Homem ressurreto,
O seu nome é Jesus.
(Morais Filho)
Grande Morais, O cordel ficou muito bom!
ResponderExcluirTema real que vivemos hoje.
Devemos nos conscientizar de que fazemos parte da natureza assim, quando a desrespeitamos estamos nos desrespeitando também.
Parabéns Amigo!
Obrigado meu amigo Braune. Realmente, a destruição principal q seria a da natureza do homem, a qual só Deus pode mudar por meio sinergético, destrói todas as outras coisas.
ResponderExcluirMeu irmão você realmente é um poeta...
ResponderExcluirSendo assim, vc terá muita dificuldade para saber o que voce faz de melhor.